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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

El Guincho - Cómix feat. Mala Rodríguez

Spanish producer Pablo Diaz-Reixa's last El Guincho album was 2010's Pop Negro. On February 12 digitally and March 11 physically, he'll release the follow-up, Hiperasia via Nacional. The first single from the album is "Comix," which features Spanish rapper Mala Rodriguez.

 

El Guincho has also teamed with Wellness to release the album as wearable items, available in wristbands and sweatshirts with exclusive content like extra songs, videos, and more.

 

In a statement, El Guincho said the album was inspired by a string of Chinese bazaars in Madrid:

I was blown away and entirely fascinated by the place. After visiting I discarded almost all the material I had composed and started from scratch with the premise: how would that place sound if it were music? Hiperasia is Madrid in macro. Las Tablas, China City, the M-30, Dalian Wanda Group, the Edificio España. It means me adapting to a new and exotic way of life. Experiencing more the city, spending more time in its streets, an experience much less private than Barcelona.

Descubrimiento Madrileño

Viajar tem destas coisas, abre os olhos e os ouvidos. Numa FNAC perto da Puerta del Sol, na secção de música clássica, o que passava nos altifalantes soou-me bem e perguntei o que era.

Osvaldo Golijov é um compositor argentino de origem judaica que nasceu em La Plata em 1960 e cresceu entre a música Klezmer e o tango de Piazzola. O que ouvi naquela FNAC era a sua ópera em três cenas "Ainadamar", sobre o poeta Federico Garcia Lorca. Comprei o CD.

Descobri depois que o senhor Golijov fez a banda sonora do "Tetro" do Copolla, de que gosto muito e ainda que esta ópera vai estar no Teatro Real em Julho. E a Nuria Real vai desempenhar o papel de Nuria. Coincidências a mais, parece-me.

Sobre "Ainadamar" (A Fonte das Lágrimas), diz o site do compositor: "Emerging from darkness, the mythic world of Federico García Lorca comes into being. The sound of horses on the wind, the endless flow of the fountain of tears ("Ainadamar"), and the trumpet call of wounded freedom, the aspiration and determination that have been denied generation after generation echo across the hills."

Há um making of aqui abaixo, além de um pouco da ópera. A fotografia acima é de Sébastien Chambert.

 

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Um jardim vertical.

A culpa deste post é do Senhor Palomar, que chamou a atenção para este excelente texto de Antonio Muñoz Molina, publicado no ElPais.com, sob o sugestivo título "Ciudades Sin Civilización". E toda a gente sabe que o tema das cidades me interessa de sobremaneira. O dito texto refere a dado passo, a nova sede da Fundación La Caixa, junto ao Paseo Del Prado, em Madrid e o seu jardim vertical. Podem comprovar aqui ao lado. Achei a ideia fantástica e não deixarei de passar por lá, quando voltar a Madrid.

Um pouco mais de investigação revelou tratar-se de uma proposta do atelier de Herzog & De Meuron, vencedores do Prémio Pritzker, responsáveis por edifícios que muito aprecio, a começar pela magnífica reconversão da Tate Modern - também a Fundación La Caixa é a reconversão de uma antiga central eléctrica.

Que eu saiba, não faz parte do projecto de nenhum candidato à Câmara Municipal de Lisboa a reconversão do mono industrial que é a Central Tejo, num projecto arquitectónico arrojado e que traga vida (ainda mais vida) ao bocadinho de beira rio em que se situa. Eu sei que o edifício é da EDP e que a coisa nunca será fácil de fazer, até porque aparecerão logo hostes de tendência reaccionária, apontando que o edifício deve ser mantido tal e qual está.

Há anos, fui consultor em alguns projectos de museus, do lado da tecnologia interactiva, numa altura em que estava muito na moda deitar fábricas abaixo e deixar apontadas ao céu, as chaminés de tijolo vermelho. Dizia alguém numa reunião, já não me lembro quem "vista uma chaminé, já se viu todas, não percebo a obsessão". Um bocadinho mais de coragem arquitectónica em Lisboa se calhar não era mal vista...