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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

The Galaxy Song

The song, which is the title track to “Monty Python – The Meaning of Live”, was originally written for the 1983 film, “Monty Python’s The Meaning of Life”. It has been re-recorded with the lyrics sung by Professor Stephen Hawking.

Written by Eric Idle and John Du Prez, the song is an intricate and informative lecture on the enormity of the Universe fashioned into a bewitching and, above all, highly amusing pop song.

“Galaxy Song” was previously included on the 1989 album “Monty Python Sings”, and included in the 2014 reissue of the album, “Monty Python Sings (again)”, in its original form - sung by Eric Idle - to coincide with Monty Python’s record breaking “Monty Python Live (mostly) – One Down Five to Go” run of 10 live shows at The O2, London. On film during the live shows, Professor Brian Cox berated the scientific inaccuracy of the “Galaxy Song » lyrics before Professor Stephen Hawking knocked him to the ground. Hawking then began reciting the “Galaxy Song” lyrics as he lifted off to journey through outer space. It is this unique rendition of “Galaxy Song” which is now available as a single.

Feliz Natal!

We've pulled together a selection of scenes from 'Monty Python's Life of Brain' to create this longform video.

Enjoy 'Stoning', 'Romans Go Home', 'What Have the Romans Ever Done for Us?', 'Hermit', 'Biggus Dickus', 'He's Not The Messiah' and, the grand finale, 'Always Look on the Bright Side of LIfe', in all their glory!

O sentido da vida.

Vou passar o ano fora de Lisboa e este é capaz de ser o meu último post com pés e cabeça antes de entrarmos em 2012.

Aproveito esta altura do ano que nos traz um ou outro momento de pausa, para ler alguns textos mais longos que, no frenesim diário da rede, me escaparam por entre os dedos nas teclas, por entre os olhos, quem sabe.

Aquele de que mais gostei, foi o commencement speech de Jonathan Franzen no Kenyon College, que o New York Times publicou em maio, com o sugestivo título "Liking is for cowards, go for what hurts". Franzen é um escritor brilhante e, embora tenha consciência do lugar em que a sua idade o coloca perante aqueles jovens, não hesita em dissecar o papel da tecnologia em geral e do nosso comportamento nas redes sociais em particular perante as nossas emoções mais fortes, o amor-próprio, o amor pelos outros. É única e fabulosa, a forma como ele aborda o tema e pega em ideias que me fazem também refletir de vez em quando, sobre a relação entre natureza e tecnologia, liberdade e necessidade, o papel do humano e das suas emoções. Vale a pena.

Franzen é citado num outro texto, da revista New York, da autoria de Paul Ford e com o título "Facebook and the Epiphanator: An End to Endings?" Aqui a abordagem é diferente e confronta o fluxo diário de informação que a Internet nos oferece com a lógica das histórias com princípio, meio e fim, aquilo de que eram feitos os meios mais tradicionais: livros, filmes, jornais, música. Será de facto que não precisamos de finais, de conclusões, de momentos de reconhecimento e sentido nesta espécie de fluxo de consciência permanente e absurdo que é a Internet?

Daqui salto para um texto que tem precisamente a ver com livros e sentidos, um relato na primeira pessoa de Nell Boeschenstein com um título assustador: "Now That Books Mean Nothing". É uma situação muito específica e uma reação muito particular, mas levou-me a reforçar a questão da importância das histórias, das conclusões, do sentido, no confronto com o verdadeiro fim de todas as nossas histórias. Costumo dizer, sobre qualquer narrativa, que o protagonista morre sempre no fim. (A imagem que ilustra este post é o quadro "Pink Book" de Emil  Robinson, que ilustra esse texto).

O que me leva a um outro texto, muito citado no ano da sua morte, mas pouco lido, com calma. O commencement speech de Steve Jobs na Universidade de Stanford, transcrito no respetivo site com o título "'You've got to find what you love,' Jobs says".

Todos juntos, estes textos, esta ideias, deixam-me a pensar sobre a questão do autor e dos autores, dos consumidores-produtores, do digital, do remix, das ferramentas para a criatividade, da inspiração e do génio, da qualidade e da mediania e, no fim de tudo, do sentido que a vida e aquilo que produzimos sobre ela nos podem ainda oferecer.

Agora vou ali rever o "The Meaning of Life" dos Monty Pyhon, festejar a passagem de ano, não me preocupar com estas coisas e para o ano logo vejo.