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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

What did I just watch?

Death Stranding is an upcoming action game developed by Kojima Productions and published by Sony Interactive Entertainmentfor PlayStation 4. It is the first game from director Hideo Kojima and his reformed development studio after their disbandment from Konami in 2015. The game was announced at E3 2016 and is set to be released on November 8, 2019.

Norman ReedusMads MikkelsenLéa SeydouxMargaret QualleyTommie Earl JenkinsTroy Baker, and Lindsay Wagner are set to star in the game, with motion capture, facial scannings and vocal performances. Emily O'BrienGuillermo del Toro and Nicolas Winding Refn are also featured. The game's title is a reference to the cetacean stranding phenomenon.

Play Fearlessly

Come play fearlessly in our world. In our world, we never fear monsters. Here, we are fearless. Here, we play.

 

Watch the gameplay reveal trailer for The Last of Us Part II from E3 2018.

 

From legendary game creator Hideo Kojima comes an all new, genre defining experience for the PlayStation®4. Besieged by death's tide at every turn, Sam Bridges must brave a world utterly transformed by the Death Stranding. Carrying the stranded remnants of the future in his hands, Sam embarks on a journey to reunite the shattered world one step at a time. What is the mystery of the Death Stranding? What will Sam discover on the road ahead? A genre defining gameplay experience holds these answers and more. Starring Norman Reedus, Mads Mikkelsen, Léa Seydoux and Lindsay Wagner

 

Marvel’s Spider-Man features your favorite web-slinger in a story unlike any before it. Now a seasoned Super Hero, Peter Parker has been busy keeping crime off the streets as Spider-Man. Just as he’s ready to focus on life as Peter, a new villain threatens New York City. Faced with overwhelming odds and higher stakes, Spider-Man must rise up and be greater.

 

Sea of Solitude is an upcoming third-person exploration game from Jo-Mei Games. Join Kay as she navigates the waters of heartache, empathy, and hope.

Night in the Woods

Night In The Woods is a VIDEO GAME. All Mae wants to do is run around with her friends, break stuff and hang on to a life of aggressive aimlessness. She dropped out of college and returned home to her crumbling old mining town to do just that, but she's finding that nothing is the same anymore. The old town seems different. Her old friends have grown in their own directions. Mae herself is undergoing some sudden and unexplained changes, giving her mysterious abilities that grant her access to a side of town she never knew existed.
The world is changing, things are ending, and the future is uncertain. Up behind the park at the edge of town, back in the trees by the old mine- there's something in the woods. And it could mean no future at all.
Night In The Woods comes from a deep place for us. That point where you sense things are changing and it's time to move on but you just don't know how. Knowing that everything will end someday, and wondering how well we'll be able to meet it when it happens. How long we'll be able to hold on, and when we should let go. When to accept and when to fight.

Gustavo Santaolalla.

A minha banda sonora favorita do ano passado não está nem pode estar nomeada para os Óscares porque é a banda sonora de um jogo e não de um filme. O autor é Gustavo Santaolalla e o jogo é The Last Of Us e não podia concordar mais com a Empire quando diz...

The Last Of Us is not a film, but if it were a film, it's a safe bet it would have appeared in more than a few of Team Empire's Top 10 lists. On the surface, it's an action-adventure survival horror game about zombies, fungal spores and the unlikely duo of a jaded 40-odd-year-old apocalypse survivor called Joel and a 14-year-old orphan called Ellie. Dig a little deeper and it's one of the most emotionally-affecting stories of the year, an intensely cinematic tale of fear, survival and friendship.

Está um vídeo sobre esta banda sonora aqui abaixo. Diga-se que Santaolalla podia ter sido nomeado pela banda sonora do brilhante August: Osage County, um daqueles filmes que é muito mais do que o trailer deixa antever. Não foi. Mas também já ganhou lá a estatueta por causa do Brokeback Mountain e do Babel, por isso é deixá-lo estar. E ouvir a música dele.

 

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Sobre a nova XBox.

Ah, as guerras da sala de estar, há tantos anos que ouço falar delas. Computadores versus consolas versus set-top boxes. Operadores de telecomunicações e serviços over the top. Players globais e mercados locais. É uma história interminável. E em muitas destas salas de estar residem consolas de jogos, um mercado dominado por três grandes fabricantes: Sony, Nintendo e Microsoft.

A história conta-se em três simples passos:

  • No final do século passado, as consolas conseguiram entrar em força nas salas de estar do mundo. Eram tempos de prosperidade, de boom da indústria do entretenimento, a Internet de banda larga estava na sua infância e a qualidade audiovisual destas máquinas ia muito à frente de qualquer outra plataforma interativa.
  • Depois a banda larga começou a ganhar cada vez mais espaço e atenção no nosso escasso tempo disponível. Veio o Google, a AmazonYoutube, o Facebook, os jogos casuais, os telemóveis com gráficos decentes, o Netflix, o iTunes e o Spotify. E os operadores de telecomunicações, donos e senhores do acesso ao ciberespaço, abriram as torneiras (continuam a abri-las) mas perceberam também que iam ter de criar serviços de valor acrescentado para manter as suas margens. Em muitos casos, lutando em espaços já ocupados ou em áreas onde o seu conhecimento era escasso como o da indústria de conteúdos. As consolas tinham conteúdos e trataram de se ligar à rede com sucesso difícil e variável. Toda a gente estava a ter de sair da sua zona de conforto para manter os rendimentos.
  • Depois veio a nova idade de ouro da televisão, dos blockbusters de cinema e dos jogos que custam tanto como um grande filme ou série. Os conteúdos estão mais caros do que nunca e são mais vistos do que nunca. E há 'n' serviços de música, de vídeo, além das redes sociais, da explosão do user-generated content. Tirando o caso dos telemóveis (e mesmo aí...) o fetichismo da tecnologia digital está a perder-se um pouco. O objeto que nos dá acesso tornou-se finalmente menos interessante do que aquilo a que nos dá acesso. E aí está o busílis do problema dos fabricantes de consolas. Repararam como a XBox One parece uma set-top box?

Por definição, uma consola é um objeto que um fabricante de eletrónica nos quer vender, para o termos na nossa sala de estar e com ele consumirmos conteúdos produzidos, licenciados ou produzidos em parceria por esse fabricante, sobretudo jogos. E o problema aqui é um problema de perceção, não é um problema de tecnologia.

A perceção dominante continua a ser de que as consolas servem para jogar. Nas mentes de quem tem de pagar por elas (os pais) é até muitas vezes pensado como um brinquedo. Um telemóvel ou smartphone ou um computador são coisas úteis. Uma set-top box é o que nos permite ver televisão e "fazer coisas" com a televisão de maneiras cada vez mais diferentes. Uma consola... serve para brincar.

Já tinha sido visível, embora menos, no anúncio da nova Playstation 4. Ontem, no anúncio da XBox One meteu-se pelos olhos a dentro. A presença dos jogos foi bem mais reduzida que o costume. Falou-se imenso de televisão, de partilha, de dinâmicas de rede social. Algumas coisas não mudaram. As consolas continuam a tentar ser a tecnologia mais avançada que temos ligada a um ecrã na sala de estar. Qual é o problema? A sala de estar já não é o que era. A os serviços de televisão já são on demand e até user generated, as próprias televisões, HD e 3D, estão cada vez mais smart. Que espaço por ocupar resta?

Em mercados pequenos e deprimidos como o português, a população consola-se a ver o Big Brother VIP e o rendimento disponível para substituir tecnologia e comprar entretenimento é cada vez mais reduzido. Não é só um problema das consolas, mas de toda a indústria e tecnologia do entretenimento.

Esperemos os próximos capítulos. Para já vale a pena ver esta montagem rápida do lançamento de ontem. Resume bem do que estou a falar.

 

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The Last of Us.

Gosto, sempre gostei e sempre gostarei de narrativas que duram mais que 140 caracteres, 26 minutos ou mesmo três minutos e meio, o limite típico do videoclip. Gosto do mínimo de hora e meia do cinema, das horas e horas das melhores séries, das centenas de páginas dos romances, dos milhares de algumas sagas. No mundo das narrativas longas, os jogos estão ainda na infância, mas não está a ser uma má infância. Dos mesmos tipos que fizeram os vários Uncharted, a Naughty Dog, vem aí The Last of Us. O trailer abaixo é particularmente violento (fica o aviso) mas o meu apetite já estava aberto.