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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Duelo na Neve (lá para o Natal).

In THE HATEFUL EIGHT, set six or eight or twelve years after the Civil War, a stagecoach hurtles through the wintry Wyoming landscape. The passengers, bounty hunter John Ruth (Russell) and his fugitive Daisy Domergue (Leigh), race towards the town of Red Rock where Ruth, known in these parts as “The Hangman,” will bring Domergue to justice. Along the road, they encounter two strangers: Major Marquis Warren (Jackson), a black former union soldier turned infamous bounty hunter, and Chris Mannix (Goggins), a southern renegade who claims to be the town’s new Sheriff. Losing their lead on the blizzard, Ruth, Domergue, Warren and Mannix seek refuge at Minnie's Haberdashery, a stagecoach stopover on a mountain pass. When they arrive at Minnie’s, they are greeted not by the proprietor but by four unfamiliar faces. Bob (Bichir), who’s taking care of Minnie’s while she’s visiting her mother, is holed up with Oswaldo Mobray (Roth), the hangman of Red Rock, cow-puncher Joe Gage (Madsen), and Confederate General Sanford Smithers (Dern). As the storm overtakes the mountainside stopover, our eight travelers come to learn they may not make it to Red Rock after all…

 

Inspired by true events, THE REVENANT is an immersive and visceral cinematic experience capturing one man’s epic adventure of survival and the extraordinary power of the human spirit. In an expedition of the uncharted American wilderness, legendary explorer Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) is brutally attacked by a bear and left for dead by members of his own hunting team. In a quest to survive, Glass endures unimaginable grief as well as the betrayal of his confidant John Fitzgerald (Tom Hardy). Guided by sheer will and the love of his family, Glass must navigate a vicious winter in a relentless pursuit to live and find redemption. THE REVENANT is directed and co-written by renowned filmmaker, Academy Award® winner Alejandro G. Iñárritu (Birdman, Babel).

Todos os mortos de Tarantino.

Quentin Tarantino // Every Death from Jaume R. Lloret on Vimeo.

Every death in every movie directed by Quentin Tarantino.

List of films:

- Reservoir Dogs (1992)
- Pulp Fiction (1994)
- Jackie Brown (1997)
- Kill Bill Vol. 1 (2003)
- Kill Bill Vol. 2 (2004)
- Death Proof (2007)
- Inglorious Basterds (2009)
- Django Unchained (2012)

Music: Didn't I (Blow your mind this time) - The Delfonics

Edited by Jaume R. Lloret

Revista de imprensa.

Não sei se gosto mais desta bronca, que é naturalíssima quando se põe marcas para toda a família a patrocinar arte de vanguarda, ou deste texto do Onion, que é muito divertido.

Em relação ao primeiro tema, se é assim na Arte (com A grande, em que o artista, bom ou mau, assume essa posição e o grau de liberdade que com ela espera), imaginem no entretenimento, em que há marcas, que acham, elas próprias que são "conteúdos". O que só me pode levar de volta às palavras de David Simon, criador do "The Wire", sobre publicidade e televisão.

Em relação ao Tarantino, não retiro uma palavra do que disse em relação ao "Inglourious Basterds", apesar de já ontem alguém me ter dito "se não fosse dele, ninguém ligava ao filme". A questão é que se calhar só podia ser dele, mesmo, pavão inchado e verborreico que é. Vai na volta... é um artista.

Sacanas Sem Lei.

"Sacanas Sem Lei" é um  filme soberbo. Tem estilo clássico Tarantino, melhorado pelo devido amadurecimento, é uma fábula sem medo sobre a Segunda Guerra Mundial, "perde" tempo em diálogos construídos com paciência para desenhar a tensão no aproximar da câmara, no enriquecer das personagens e da nossa relação com ela e tem, claro, um amor ao cinema como arte e entretenimento que arrebata.

Sobre este último tema, há já muitas referências na net e mais vão, estou certo, pulular. Sem querer estragar o filme a ninguém, chamo a atenção apenas para o plano em que Shosanna foge de casa, filmado de dentro para fora, no recorte da porta, à maneira de John Ford em "The Searchers". Mais não digo sobre estas coisas, cada um que veja e descubra o que lhe apetecer.

O filme sobrevive até a uma sessão no Colombo a dia de semana à noite, sala cheia. Eu sei que os tempos do ritual do "escurinho do cinema", do respeito e empatia entre espectadores e ecrã, mas há limites, não?

Atrás de mim, três amigos já tinham visto o filme e discutiam a evolução da intriga em voz alta, antes, durante e depois da sessão. Ao lado esquerdo, duas amigas riam de quase tudo. Há momentos divertidos, mas... Bom, do lado direito, um adolescente entediado passou a sessão agarrado ao telemóvel, trocando mensagens no telemóvel que vibrava obediente de cinco em cinco minutos. Percebi que devia ter sido arrastado para a sessão pelos pais, sentados ao seu lado. O pai ainda tentou um arremedo de censura no intervalo, mas foi posto no lugar pela voz birrenta do filho.

E a tudo isto sobreviveram as imagens, construídas ao pormenor, os diálogos, cada um como uma partida de xadrez, a banda sonora spaghetti, o filme-dentro-do-filme, as explicações, títulos e outros grafismos, ajudando a explicar a acção, a violência vermelha e o preto e branco dos anos quarenta.

Vão ver, mas escolham bem a sessão.