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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

From Stravinsky to Mars

It’s an 1980s pop music cliche that dates back to 1910.

If you listen to the first few seconds of Bruno Mars’ “Finesse” (hint: listen to the Cardi B remix) you’ll hear a sound that immediately creates a sense of 80s hip-hop nostalgia. Yes, Cardi B’s flow is very Roxanne Shante, but the sound that drives that nostalgia home isn’t actually from the 1980s.

Robert Fink and the inventor of the Fairlight CMI, Peter Vogel, help me tell the story of the orchestra hit - a sound that was first heard in 1910 at the Paris Opera where the famed 20th century Russian composer Stravinsky debuted his first hit, The Firebird.

The video above is, in short, a history of the original orchestra hit sample from The Firebird Suite to the 1982 hit “Planet Rock” to “Finesse.” And as a treat, here’s a playlist of way more songs with orchestra hits than you probably wanted.

Playlist: https://open.spotify.com/user/estelle...

This State We're In

What have you been up to lately, Atlas?

 

A mosaic of asphalt adventures, landscape photography, and some of the craziest shit you’ve ever seen, Dmitrii Kalashnikov’s THE ROAD MOVIE is a stunning compilation of video footage shot exclusively via the deluge of dashboard cameras that populate Russian roads. The epitome of a you-have- to-see- it-to- believe-it documentary, THE ROAD MOVIE captures a wide range of spectacles through the windshield—including a comet crashing down to Earth, an epic forest fire, and no shortage of angry motorists taking road rage to wholly new and unexpected levels—all accompanied by bemused commentary from unseen and often stoic drivers and passengers. - Directed by Dmitrii Kalashnikov

 

How can many stupid things combine to form smart things? How can proteins become living cells? How become lots of ants a colony? What is emergence? This video was made possible by a donation by the Templeton World Charity Foundation. A huge thanks to them for their support and help over the last year! 

Like magic, crime or power, CGI works best when undetected. Or does it?

Goodbye Uncanny Valley from Alan Warburton on Vimeo.

It’s 2017 and computer graphics have conquered the Uncanny Valley, that strange place where things are almost real... but not quite. After decades of innovation, we’re at the point where we can conjure just about anything with software. The battle for photoreal CGI has been won, so the question is... what happens now?

CREDITS:

Written and animated by Alan Warburton with the support of Tom Pounder and Wieden + Kennedy.
Music by Cool 3D World (http://cool3dworld.com/)
Special thanks to: Leanne Redfern, Nico Engelbrecht, Iain Tait, Indiana Matine, Katrina Sluis, David Surman, Jacob Gaboury and Daniel Rourke.

Animated backgrounds generously provided by:

• Quixel (https://quixel.se/)
• Katarina Markovic (https://www.youtube.com/channel/UCcr4QTtAK9N96pf_Z_zVqWg)
• Roman Senko (https://vimeo.com/rendan)

Featuring work by:

• Al and Al (http://www.alandal.co.uk/)
• Albert Omoss (http://omoss.io/)
• Alex McLeod (http://www.alxclub.com/)
• Barry Doupe (http://www.barrydoupe.ca/)
• Claudia Hart (http://www.claudiahart.com/)
• Cool 3D World (http://cool3dworld.com/)
• Dave Fothergill (https://vimeo.com/davefothergillvfx)
• Dave Stewart (https://vimeo.com/davegrafix)
• Drages Animation (https://www.youtube.com/user/drakhean)
• El Popo Sangre (https://vimeo.com/elpoposangre)
• Eva Papamargariti (http://evapapamargariti.tumblr.com/)
• Filip Tarczewski (https://vimeo.com/ftarczewski)
• Geoffrey Lillemon (http://www.geoffreylillemon.com/website/)
• Jacolby Satterwhite (http://jacolby.com/home.html)
• Jesse Kanda (http://www.jessekanda.com/)
• John Butler (https://vimeo.com/user3946359)
• Jonathan Monaghan (http://jonmonaghan.com/)
• Jun Seo Hahm (https://vimeo.com/junseohahm)
• Kathleen Daniel (http://www.duh-real.com/)
• Katie Torn (http://katietorn.com/index.html)
• Kim Laughton (http://kimlaughton.tumblr.com/)
• Kouhei Nakama (http://kouheinakama.com/)
• LuYang (http://luyang.asia/)
• Mike Pelletier (http://mikepelletier.net/)
• Nic Hamilton (https://nichamilton.info/)
• Pussykrew (http://hybrid-universe-emulation.net/)
• Rick Silva (http://ricksilva.net/)
• Sanatorios (https://www.instagram.com/sanatorios/)

An AI imagines a train ride

From kottke.org:

Damien Henry trained a machine learning algorithm with a bunch of videos recorded from train windows. Then, to test what it had learned, he asked the algorithm to make an hour-long video of a train journey — it began with a single frame and guessed subsequent frames as it went along. The video shows the algorithm getting smarter as it goes along…every 20 seconds the video gets a little more detailed and by the end of the video, you get stuff that looks like trees and clouds and power lines. Composer Steve Reich’s Music for 18 Musicians is the perfect accompaniment.

The Circle

From the USA Today:

Dustin Hoffman's college graduate Ben Braddock struggled with his future prospects in the 1967 classic The Graduate.

Fifty years later, it's Emma Watson as new grad Mae Holland who grapples with her destiny in The Circle (in theaters April 28), seen here in an exclusive trailer and sneak-peek photos.

"Mae asks many of the same questions. She’s struggling, living with her parents, looking for meaning and frustrated," says Circle director James Ponsoldt. "She lands her dream job. Then things start to get weird."

'Art x Smart' by Dong-Kyu Kim

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In his project ‘Art x Smart’ Korean illustrator Kim Dong-Kyu updated paintings by Van Gogh, Picasso, Chagall or Munch with the latest achievements of our modern time. Already at the first glance it is obvious how ridiculous gadgets like iPhones, tablets and laptops appear in this ancient art, which questions our dealing with the advanced technologies. The works should be humorous parodies of the way smartphones have dramatically changed today’s social interaction. The models in the classical paintings use the devices to play games, take pictures and listen to music, as if the action was of second nature to them, like it is for us long since.

O que é o contemporâneo?

É segunda-feira e toda a gente precisa de acordar com um pouco de filosofia a sério, de pensamento como deve ser, e o José Bragança de Miranda foi um dos meus professores favoritos de sempre.

O QUE É O CONTEMPORÂNEO?

Quarta-feira, 10 de fevereiro às 18h no Auditório do Museu Colecção Berardo - Entrada Livre

Conferencista: José A. Bragança de Miranda Bio: José A. Bragança de Miranda é doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa (1990), com agregação em «Teoria da Cultura» (2000) na mesma Universidade. Atualmente é Professor Associado do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, colaborando desde 1992 como Professor Catedrático convidado na Universidade Lusófona. Tem leccionado nas áreas da Teoria da Cultura e das Artes Contemporâneas, da Teoria dos Media e da Cibercultura. É investigador do «Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens» (CECL).

Resumo da Conferência: Numa época em que a aceleração da vida, a electrificação do tempo e a sensação de um certo encalhamento da história se afiguram como realidades incontornáveis, torna-se necessário pensar a questão do "contemporâneo" e o seu cortejo: o presente, o actual, o instante ou o "agora". Se desde sempre existiu um desprezo pelo presente, de origem teológica e apocalíptica, em função de um futuro radioso ou de uma passado heróico, é forçoso constata-se que "o agora" continua a ser fonte de perturbação, mesmo em autores como Lévinas, Agamben ou Badiou por recearam uma sacralização do existente e dos poderes que o ordenam. Boa parte das análises do contemporâneo enredam-se em dialécticas subtis, já presentes em Marx e em todo o utopismo, para voltar o presente contra si próprio, para se evadir dele, para "abrir" outras possibilidades. Ora, o contemporâneo não é uma "categoria" e muito menos uma categoria de tempo, mas é da ordem do eclodir, do aparecer e do enviar. Isso não se deve a uma mudança da interpretação ou de filosofia, mas à própria tessitura da "substância do mundo". Contra o velho desprezo por tudo o que existe, sempre um menosprezamento da vida, reconhecer a total dignidade do contemporâneo é, assim, a primeira condição para responder às urgências e à crise da época e obviar ao escapismo.

A realidade ainda existe?

Ontem, por acaso, revi "The Matrix", o filme de 1999 dos irmãos (agora irmãs) Wachowski. O filme alterna entre sequências de ação visualmente inovadoras, uma interessante mistura de várias ideias que o cinema, a banda desenhada e a televisão andavam a trabalhar há anos e discursos pomposos de filosofia pop sobre a natureza da realidade. É esta última parte que parece ter envelhecido pior e me parece, contudo, mais necessária que nunca.

Há uns dias, tinha lido um texto ("I'm With The Banned" de Laurie Penny) sobre Milo Yiannopoulos, o troll de extrema direita suspenso pelo Twitter. Tinha-me assustado e deprimido.

Hoje, por acaso também, cruzei-me com dois textos que partindo do momento informativo e político atual (Trump, Brexit, Putin, terrorismos vários e crise dos media tradicionais), tentam uma análise de uma realidade pós-facto e pós-verdade em que vivemos, um mundo dominado pela irrelevância da aderência do discurso à realidade.

O primeiro está no site da Granta, toma um caminho mais filosófico e aponta o momento presente como consequência natural e inevitável do pós-modernismo. Fala ainda da importância da nostalgia no presente, um tema que me é particularmente caro. O título é "Why We're Post-Fact" e o autor é Peter Pomarentsev.

O segundo é do The Guardian, tem como título "How technology disrupted the truth" e a autora é Katharine Viner. Aqui o discurso é mais colado à atualidade e à realidade dos media. Acaba assim:

We are privileged to live in an era when we can use many new technologies – and the help of our audience – to do that. But we must also grapple with the issues underpinning digital culture, and realise that the shift from print to digital media was never just about technology. We must also address the new power dynamics that these changes have created. Technology and media do not exist in isolation – they help shape society, just as they are shaped by it in turn. That means engaging with people as civic actors, citizens, equals. It is about holding power to account, fighting for a public space, and taking responsibility for creating the kind of world we want to live in.

O que me preocupa é perceber que textos longos, informados, documentados, responsáveis como estes podem facilmente ser ignorados, arrumados como mais uma diatribe de intelectuais queixinhas que estão a ver o seu mundo acabar e só se sabem lamentar. Até porque um dos links abaixo do artigo do The Guardian é de um artigo sobre novas descobertas relacionadas com "o mistério do orgasmo feminino". Muito melhor.

Eu sei, são textos longos, dão trabalho a ler e perceber e nem sequer nos deixam a sentir bem no fim da leitura.

Tenho cada vez mais a sensação de viver numa ficção entre os clássicos distópicos de Orwell, Huxley e Atwood (et alia) e episódios de Mr Robot ou Black Mirror. Se a realidade vai deixar de interessar, o mundo vai implodir sob o peso da sua própria mentira. E eu ainda devo estar vivo.

A ilustração abaixo vem do artigo do The Guardian e é de Sébastien Thibault.

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Zero Days

Alex Gibney’s ZERO DAYS is a documentary thriller about warfare in a world without rules— the world of cyberwar. The film tells the story of Stuxnet, self-replicating computer malware (known as a “worm” for its ability to burrow from computer to computer on its own) that the U.S. and Israel unleashed to destroy a key part of an Iranian nuclear facility, and which ultimately spread beyond its intended target. It’s the most comprehensive accounting to date of how a clandestine mission hatched by two allies with clashing agendas opened forever the Pandora’s Box of cyberwarfare.