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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Desert Fire #153, from Desert Canto IV: The Fires, 1984

Independentemente dos méritos cinematográficos de Nocturnal Animals de Tom Ford - eu sou daqueles que gostou muito - há toda a presença de arte contemporânea de vários tipos e formatos, muitas vezes no ecrã, em particular ligada á personagem de Amy Adams, Susan Morrow, galerista em Los Angeles. Nem estou a falar de inspiração visual, estou a falar de obras de arte como parte do cenário.

A propósito, vale a pena ler este artigo e a entrevista com Shane Valentino, o designer de produção do filme. Diz ele a certa altura:

My favorite artwork in the film is Richard Misrach’s "Desert Fires #153" photograph in Susan Morrow’s house foyer. It was an early reference on my mood board for Nocturnal Animals' West Texas storyline. Tom immediately responded to the photo, not only because it was a part of his personal collection, but because it captured some of the ideas we were trying to articulate—desperation, confusion, and fear. The photo has a man pointing a rifle at another man who is smiling to the camera. Normally it could be interpreted as a playful moment between two men, the threat of annihilation diffused by a simple smile, but by placing the action or “capturing” the moment within an environment consumed by smoke and fire, the playfulness evaporates and the imminent danger is highlighted. The photo does an incredible job of capturing this tension, a tension almost duplicated in the highway scene between Tony’s family and Ray’s gang.

A fotografia em questão é esta e podem ler mais sobre ela aqui.

2001.5.jpg

Nocturnal Animals

From writer/director Tom Ford comes a haunting romantic thriller of shocking intimacy and gripping tension that explores the thin lines between love and cruelty, and revenge and redemption. Academy Award nominees Amy Adams and Jake Gyllenhaal star as a divorced couple discovering dark truths about each other and themselves in “Nocturnal Animals.”

Limpeza de tabs.

Só para fechar aqui uma série de Tabs que estão abertas com coisas sobre as quais nem me apetece escrever muito.

O P.T. Anderson prepara um novo filme com o Philip Seymour Hoffman, de nome "Master", mas no contexto de crise actual, não me parece que seja um parto fácil. A Universal diz que só decide se paga, depois de ler o guião.

Por falar em Universal, já toda a gente sabe que a Comcast chegou a acordo com a GE para comprar a NBC Universal, por coisa pouca, uns 20 biliões (americanos) de dólares. Coisa pouca. Tenho curiosidade de ver o "30 Rock" a fazer piadas sobre o assunto. A Tina Fey adora explorar a relação entre a NBC e os seus agora futuros ex-donos, a General Electric. É claro que tudo isto me lembra sobretudo a grande polémica da PT querer comprar a TVI, coisa que na altura me pareceu um movimento sensato e interessante. Mas em Portugal nada nunca é simples.

Ainda sobre cinema, vale a pena ler esta conversa com o Tom Ford, realizador do "A Single Man", que a crítica, aparentemente contrariada, tem elogiado. Cá o espero. Assim como espero o Morgan Freeman a fazer de Mandela no "Invictus" do Eastwood. Coisas boas a caminho dos ecrãs.

Saltitando de novo para a televisão, um crítico do "The Hollywood Reporter" (Barry Garron) escolheu as que eram para si as dez melhores séries da década (em primeiro lugar "The Sopranos"). O herege excluiu o "The Wire" e o "Boston Legal", mas gostos não se discutem. E eu até gosto de uma das escolhas mais polémicas dele, o recentíssimo "Modern Family". Já menos compreensível é que o Ipsilon online dê a notícia de forma tão incompleta e mal informada. Seria de agência?

Uma última nota para este blog que o Viegas tem divulgado a bom divulgar e aleluia por isso. Chama-se "O Silêncio dos Livros" e é constituído integralmente por imagens de pessoas a ler, seja em fotografia, seja em pintura. Que delícia. Aqui abaixo fica um Hopper, como não podia deixar de ser.