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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Twitices.

Já vi muitos hypes ir e vir, alguns ficar por mais uns meses, uns anos, outros ainda hoje metamorfoseando-se e tentando encontrar o seu lugar. Nisto das "internets", o tempo move-se como é sabido numa escala diferente e ainda há umas semanas havia um Partido Pirata a apoiar o Pirate Bay, já uns dias mais tarde uma empresa sueca daquelas respeitáveis comprou a coisa.

Não aderi ao Twitter e nunca me deixei seduzir pela coisa. Gosto de microficção, mas 140 caracteres é pouco para mim e não tenho tempo para mais um fenómeno do tipo socialnetworking-microblogging-lifestreaming. Não nego, contudo, a popularidade explosiva do serviço e a maneira como tem acedido aos media mais tradicionais de forma regular, caucionando-o de alguma forma perante os info-excluídos.

Admito, por isto tudo, que o Twitter pode representar de alguma forma o "zeitgeist" da cultura popular ocidental num dado momento: todos preocupados com o Irão; todos preocupados com o Michael Jackson; todos preocupados com o Benfica (não é o maior clube do mundo?); etc..

Acho também por isto tudo delicioso, este site, que apresenta de forma simples e continua seis dos verbos mais performativos, íntimos e públicos da línga inglesa: love, hate, think, believe, feel, wish. Vale a pena perder um bocadinho a olhar para mais esta pequena janela sobre o panóptico corrente.

Twitter

Não, não aderi ao Twitter. Por agora basta-me de serviços de comunicação e social networking e afins, mas li este artigo da "New York" e achei interessante partilhar, até porque vivi na pele a primeira onda de dot-coms, da chamada nova economia e todo o bla bla associado.

Sendo uma expressão máxima da micro-comunicação textual, o Twitter está ainda numa relativa infância e tem espaço para crescer, sobretudo associado a serviços onde existe mais margem de expressão (vídeos, fotografias, blogs, perfis).

Como demonstra o José Mário Silva aqui, há mesmo espaço para a literatura.